Jack Twist e Ennis Del Mar são dois jovens caubóis que moram em Wyoming. Quando se conhecem, durante um trabalho temporário na montanha Brokeback, no inverno de 1963, logo se apaixonam. Os sentimentos acabam chocando com a sociedade rural, trazendo amargos conflitos aos protagonistas, durante as décadas seguintes.
Hoje logo após o humorístico global, Zorra Total, será exibido pela primeira vez na televisão brasileira o polêmico e premiado, Brokeback Mountain, filme dirigido por Ang Lee, protagonizado pelo já falecido Heath Ledger e ganhador de três prêmios Oscar.

Não faz muito tempo que eu descobri qual era o “Segredo de Brokeback Mountain”, na verdade fazem mais ou menos uma ou no máximo duas semanas que o vi o filme pela primeira vez e para meu desespero dublado!
Falando na bendita dublagem, não sei se esse foi um dos motivos de eu não ter simpatizado de cara com a atuação do indicado ao Oscar, Heath Ledger, com ela o personagem pareceu ser mais bronco e caricato do que já era. Por isso eu acabei gostando mais do Jack. É fato que Jake Gyllenhaal estava muito mais brilhante e naquele ano ele só perdeu o Oscar porque ele concorria com ninguém mais, ninguém menos que George Clooney. Mas também não é justo comparar um ator com o outro, até porque os personagens me dividiram não só pela atuação de seus atores.
Enquanto Ennis era um bronco, medroso, resguardado e apaixonado, Jack que não deixa de ter a última qualidade também tinha a coragem e dava para ser visto que dentro dele não havia o preconceito contra si mesmo, coisa nítida inicialmente no personagem do Heath e que me irritava profundamente.
No inicio o filme cansou, a sua falta de diálogos é uma das minhas principais queixas quanto a ele, às vezes parecia que estava sendo produzido um clipe com aquela música maravilhosamente melosa e as paisagens hostis da montanha.
O filme também não teria válido a pena senão fosse pela impactante e inesperada morte do Jack. Pois após aquilo começa uma nova história, as lamurias de Ennis são de cortar o coração e ver os atos tomados por ele para honrar a morte de seu amado são dignas das melhores produções de drama que esse filme é, e por sinal é somente nesse finalzinho que Heath Ledger me conquista e convence. Aí sim ele estava em plena forma e digno de um Oscar – Oscar que ele ganhou por sinal.
Já quando se fala das atrizes da produção, a minha queridinha Anne Hathaway estava tão apagada e a atriz Michelle Williams, que interpretou a mulher do Ennis, provavelmente desempenhou o melhor papel de sua carreira.
Entre as melhores cenas do filme posso seguramente destacar a briga entre Ennis e sua mulher, onde ela revela que sabia sobre a relação de seu marido com Jack e também que certa ela vez colocou um bilhete em sua caixa de pesca qual permaneceu intocado. Já a outra cena que para mim é a mais emocionante do filme foi o reencontro após quatro anos entre beijos e abraços de Jack e Ennis, uma das melhores e mais marcantes cenas de amor da minha vida.
O que fica no final do filme é aquela linda e batida mensagem que diz que você não deve deixar de viver por sentir medo que cada momento é importante quando você ama e quando existe amor verdadeiro nenhuma batalha deve deixar de ser travada. E nada melhor para deixar isso claro do que a última cena do filme. Ennis morando num trailer em Brokeback guardando como símbolo de seu amor, uma camisa marcada pelo sangue de uma briga entre ele e Jack.
“O Segredo de Brokeback Mountain” é um filme para emocionar, chocar e marcar. Ninguém que assiste ao filme deixa de mudar sua opinião e seus valores sobre o amor.